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  • Silvio Messias

Qual seu sonho de Natal?


Abrir o cartão de natal escrito pelo pequeno Wesley, foi como abrir um buraco em mim.

Aquelas palavras pesaram como um soco no estômago, tragou um gosto amargo. Amargo por atestar que sonhos nem sempre são feitos de matéria, por revelar que meus sonhos são na maioria das vezes irrelevantes.

Wesley é uma criança que frequenta o Centro de Hemodiálise Infantil do Hospital São Paulo. Uma das muitas que têm por rotina, a necessidade de fazer várias sessões de tratamento durante a semana. Sua doença, sem pedir licença, roubou-lhe a infância e exige que dia sim, dia não, fique entranhado a uma máquina que lhe faça aquilo que a natureza recusa fazer.

No cartão, palavras grafadas em uma caligrafia ainda infantil: "O meu sonho de natal é ganhar um rim."

Além de palavras, vi meu reflexo. Nítido, como em um espelho de cristal. Um palhaço feito de tintas e fantasias que naquele momento bateu a cara na sólida parede da realidade.

Quanto valem meus sonhos?

Quais sonhos devo sonhar?

Quão pequenos meus sonhos são diante de necessidades tão grandes como a de Wesley?

Existem momentos na vida de trabalhos como o meu, que me faz meditar sobre tudo que sou. Oportunidades de ponderar o meu papel diante deste mundo. Pequenos convites a uma profunda introspecção. E sou grato por isto. Tenho profunda gratidão pela vida me dar em pequenos instantes, lições que valem uma existência.

Wesley me ensinou que sonhos não tem limites. E por sonhar tão alto, um desejo pode atingir esferas maiores e desflorar em milagres.

Soube que Wesley por sonhar assim, ganhou um rim de verdade!

Seu pedido de Natal foi atendido por um anjo, que talvez tenha lido o cartão como eu, e notado assim como notei, que sonhar não tem fronteiras.

Abençoado o anjo que leu o cartão.

Abençoada a vida que trouxe a nova vida de Wesley.

Abençoados todos os sonhos que invadem cada ser deste planeta.

E acima de tudo, que seja abençoada a vida feita de milagres cotidianos.

Continuo a me vestir de fantasia e tintas. Continuo meu oficio de risos e sorrisos. Continuo a bater a cara na parede da realidade cada vez que uma criança me ensina algo.

Mas, aprendi, que sonhar vale a pena! Hoje sonho no dia que poderemos mudar o mundo com simples palavras. Palavras como as escritas no cartão de Wesley.

#Hemodiálise #HospitalSãoPaulo

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