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  • Silvio Messias

Das avós e dos coçadores de pés


Zezinho (*), foi logo nos apresentando:

- Esta é a minha vó!.

- Olá, prazer em conhecê-la minha vó! Opa! Espera aí, a senhora é a minha vó?

- Não palhaço, é a minha vó!

- Então, o que eu disse: a minha avó! Olha, é a vovózinha que eu queria, igualzinha eu imaginei. Que bom te encontrar.

- Palhaço, você não pode ter avó porque você já é grande!

- Mas eu quero uma avó! Onde você a comprou? Na feira?

- Ai, ai, ai! Vó a gente pede prá Deus!

- E como eu faço?

- Você tem de morrer, e aí fala com Ele e pede uma avó prá você!

- Mas se eu morrer? Como eu vou poder conhecer a minha avó?

- Simples, pede para ela se matar que ela vai pro céu e vocês dois se encontram.

E foi mais ou menos assim que começou a nossa história na visita de hoje. Zezinho nos recebeu de braços e sorriso abertos. Com pensamentos filosóficos e complexos para um menino de cinco anos. Foi um dia com poucas crianças, típico de sábado. Mas, de encontros produtivos e surpreendentes.

Mas adiante, sabemos que tem pessoas que escolhem profissões engraçadas. Encontramos uma que era esperadora profissional, estava ali só esperando as boas notícias, e sabemos que elas chegaram. E há também as que são coçadoras profissionais, que coçam os pés e as mãos que é uma beleza. Uma destas foi a Mariazinha (*) que tirou risos dos doutores ao coçar suas mãos, eita coçeirinha boa!

Entra quarto sai quarto Dr. Lorenzo entendeu porque Dr. Sakê é tão famoso. Além de ser uma espécie rara de palhaço oriental, ele nas horas vagas é o dublê do Psy. Levantou os pelinhos dos braços e gritinhos dos fãs mais caloros em suas performaces hospitalares.

E desta forma, nossa visita de hoje entrou por uma porta e sai pela mesma, pois é o único lugar que a gente sabe entrar e sair.

Por Dr. Lorenzo e Dr. Sakê.

(*) Nome fictício do nosso pequeno paciente. Pois, por motivos de privacidade, não mencionaremos o nome das crianças, então optamos por chamá-las simplesmente de Zézinho, ao menos que esta se chame José. Neste caso, o chamaremos de Joãozinho e ainda, se caso for do nome dela ser João, talvez a chamemos de Huguinho. E as meninas, Mariazinha! Fica assim estabelecido para que suas identidades sejam preservadas e que no futuro não ganhemos processos. Apesar que desde já, deixaremos claro que este blog só trará os bons jogos. Aquelas intervenções que sejam dignas de menção.

#HospitalSãoPaulo #Sakê #Lorenzo #DiadeVisita

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